Curiosidade do Dia sobre Marcas
"O maior patrimonio de uma Empresa"Havanna
A história do alfajor, o doce mais tradicional da Argentina, tem origem na cozinha árabe. O doce nasceu em Andaluzia, e seu nome vem de “al-hasú”, que em árabe significa “estufado ou recheado”. Originalmente produzido com amêndoas, mel e avelãs, chamou-se também “alaju”, e chegou às ruas espanholas como alfajor através da ocupação árabe na Península Ibérica.
Ao atravessar o Atlântico, levado pelo químico francês Augusto Chammás, ganhou seu formato redondo e daí para frente, sofreu várias alterações, até chegar à receita atual. A marca HAVANNA surgiu no ano de 1947, em Mar Del Plata, um balneário a cerca de 400 km de Buenos Aires, capital da Argentina, quando três amigos, Demetrio Eliades, Luis Sbaraglini e Benjamin Sisterna, que já trabalhavam no mercado de doces local, decidiram montar uma fábrica de alfajores, doce tradicional do país, feito à base de uma massa fina e delicada com recheio de doce de leite e cobertura de chocolate.
A receita foi aprimorada pelo mestre pasteleiro Toribio Gonzáles, nascendo assim os famosos alfajores HAVANNA. O nome foi inspirado na capital de Cuba, isto porque um dos sócios foi proprietário de uma casa de show ao estilo cubano. Foi colocado mais uma letra N no nome apenas por uma questão de registro. Começava então a história de amor entre a Argentina e os alfajores da marca HAVANNA.
Como um souvenir de Mar del Plata, os alfajores da marca HAVANNA se expandiram nacionalmente somente na década de 80. Até então, toda vez que alguém viajava à cidade balneária retornava para casa com o porta-malas recheados de alfajores para distribuir entre os amigos. Delícia argentina incontestável as caixas de alfajores HAVANNA se tornaram uma tradição entre os argentinos, que presenteavam amigos e familiares com as delícias açucaradas como forma de simpatia e amor. Com a expansão nacional, os argentinos puderam comprar os tradicionais alfajores HAVANNA em vários pontos de venda espalhados por diversas cidades do país.
Em 1995, a empresa abriu seu primeiro HAVANNA CAFÉ, espaços pequenos e aconchegantes, que mais se pareciam com “uma biblioteca forrada de alfajores”, no qual uma iluminação dramática, bem ao estilo argentino, dirigia os focos de luz para uma estante de madeira escura onde estavam os protagonistas recheados com doce de leite. Localizado em Buenos Aires, este primeiro café foi inspirado nas tradicionais cafeterias européias, extremamente comuns na Argentina, visando uma permanência mais longa do consumidor no estabelecimento. Originalmente, uma empresa familiar, a HAVANNA foi comprada por US$ 85 milhões em 1998 pelo fundo de investimentos Exxel Group, que adquiriu marcas de prestígio como as operações da Kenzo e Ralph Lauren na América Latina.
Com uma gestão empresarial, a HAVANNA além de vender os mais tradicionais alfajores do país passou a ser conhecida como uma rede de cafeterias. Os alfajores também sofreram com a grande crise da Argentina em 2001. Nessa época, o presidente da empresa teve que ir a uma emissora de rádio defender as bolachas recheadas da HAVANNA, pois o público estava certo de que o diâmetro do alfajor havia diminuído. Foi uma polêmica nacional. Ao final, a marca conseguiu convencer os desesperados consumidores que a remodelação do maquinário para fazer alfajores menores daria um enorme prejuízo a empresa.
Em novembro de 2003, deficitária, a empresa foi comprada pelo fundo de investimentos Desarollo y Gestión, que sanou suas dívidas. Foi neste período que a HAVANNA criou seu departamento de marketing, expandiu sua linha de produtos (hoje são mais de 150 itens) e começou uma forte expansão de sua rede de lojas, quiosques e cafés (cujo ambiente está sempre à uma temperatura de 24 graus para manter a qualidade dos produtos), inclusive para outros países do mundo, onde uma caixa de alfajores HAVANNA carrega uma herança familiar e a mais pura tradição argentina de fabricar um produto feito artesanalmente com carinho há mais de 60 anos.
A empresa chegou oficialmente ao Brasil somente em 2006, com a inauguração em 28 de junho de sua primeira loja, um café localizado no sofisticado bairro dos Jardins, em São Paulo, e um quiosque no Shopping Iguatemi. Os alfajores HAVANNA já tinham sido temporariamente vendidos no Brasil através da rede Casa do Pão de Queijo em 1994. Alguns produtos das lojas brasileiras têm diferenças em relação aos encontrados na Argentina. É o caso do café, que é nacional; do brigadeiro de doce de leite; do milkshake de café e doce de leite; e do panetone recheado com o doce de leite (vendidos somente nas lojas do Brasil). O sucesso foi instantâneo e não demorou muito para que outras lojas e quiosques fossem inaugurados pelo país.
Hoje em dia, a HAVANNA possui mais de 1.000 lojas e está presente em outros 2.300 pontos de venda em 17 países (Argentina, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile, Inglaterra, Espanha, França, Bélgica, Israel e Austrália). Somente a loja do aeroporto de internacional de Ezeiza, localizada em Buenos Aires, vende mais de sete milhões de alfajores por ano. A empresa vende anualmente mais de 100 milhões de alfajores. Mais de 10% de sua produção se destina ao exterior.
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